Memória 8ª Aula – 29/04/09

junho 30, 2009

Resolução de Conflitos Através da Comunicação Não Violenta (CNV)

Professor Convidado: Marcelo Pelizolli (Professor de Filosofia – UFPE)

A aula aconteceu num ambiente externo à sala de aula, o professor iniciou abordando a origem e definição da palavra conversa. Neste instante ele sugere outras definições que foram citadas pela turma, e prosseguiu dizendo que, o que estávamos fazendo naquele momento exatamente era isso, estávamos ensaiando um diálogo, que seria o fator principal na resolução de conflitos. Durante a aula foram propostas algumas perguntas à turma, para complementar o diálogo e as repostas dadas pelos alunos deram seqüência ao tema.

1-      O que vocês entendem sobre o tema conflito?

O conflito não é necessariamente uma briga, surge da diversidade, da diferença, e é importante que ele exista desde que seja bem conduzido. É importante se pensar em dois elementos que permeiam um conflito a fala e a emoção, o que foi falado e a forma ao expressar aquele ponto de vista.

2-      Qual a parte mais difícil de conviver com os conflitos e como lidar com essas diferenças?

Um passo importante pra se conviver com as diferenças é estar disposto ao diálogo, disposto a entender e respeitar o outro, a forma de pensar do outro, sua opinião e pontos de vista.

3-      Em geral as pessoas têm pontos de vista comuns ou incomuns? Ou ainda é possível conviver com pessoas com pontos de vista totalmente diferente dos nossos?

O mais comum na nossa sociedade é as pessoas se unirem, se agruparem ou estabelecerem relações, as mais diversas, por terem mais pontos de vistas comuns que incomuns, porem isso não impede o contrário.

“No entanto conviver exige uma construção e reconstrução do indivíduo, mesmo que isso aconteça contra suas verdades. Para isto é necessário um sentimento nesta relação.”

4-      Se não houver pontos em comum ainda assim é possível se relacionar?

As repostas divergiram entre sim e não, mas chegou-se a conclusão de que é preciso a utilização de algumas virtudes, como a tolerância, o respeito e o entendimento.

Surge também a empatia, que significa na origem da palavra sentir profundamente, apaixonar-se.

5-      Quando um conflito pode ser produtivo?

Foi proposto um exercício de rememoração de um conflito para que pudéssemos analisar a forma e o que foi falado além das emoções que aquele conflito gerou em cada um. Muitos alunos relataram sentimentos como: raiva, decepção, tristeza, rejeição, mágoa, ressentimento, desânimo, crítica negativa, ironia, ofensa, indiferença entre outros.

Quando se tem amor ou ódio por alguém então você permanece ligado a esta pessoa. Se ama está preso por um sentimento nobre, se tem raiva está preso por um sentimento destrutivo. Quando você de fato perde o vínculo com uma pessoa não sente nem amor nem raiva. O motivo pelo qual sentimos raiva de alguém está ligado ao medo, ameaça ou agressão.

6-      Como resolver um conflito através da comunicação não violenta (CNV)?

Os pilares do diálogo estão no modo de ouvir, de negociar e de conduzir o diálogo. Em primeiro lugar é preciso ouvir o outro com total atenção, com a mente desarmada e estando de fato interessado pelo que o outro fala.

Segundo lugar, é importante perguntar e demonstrar um real interesse em escutar a resposta, explorar o lado positivo da fala sem usar refutações e aclarar os fatos por meio de perguntas.

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Mémoria 7ª Aula – 22/04/09

maio 20, 2009

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Consumo Consciente

Na aula do dia 22/04, dada por Tomaz, o tema abordado foi o poder das transnacionais e suas práticas. Aqui segue alguns trechos da aula:

Empresas transnacionais são corporações que não têm seus capitais originários especificadamente deste ou daquele país e não necessariamente dominam o processo de produção em seus diferentes segmentos.

As empresas transnacionais seriam entidades autônomas que fixam suas estratégias e organizam sua produção em bases internacionais, ou seja, sem vínculo direto com as fronteiras nacionais.

Lista de alguns impactos cometidos pelas Transnacionais:

  • Desrespeito a Legislação trabalhista e ambiental;
  • Pressão para desfiliação sindical;
  • Formação de cartéis, monopólios e oligopólios;
  • Impactos ambientais com incentivo a monocultura de grãos;
  • Pesquisa e comercialização de transgênicos;
  • Controle da extração e distribuição de instâncias hidrominerais;
  • Utilizam nos produtos gordura vegetal hidrogenada altamente prejudicial a saúde;
  • Controle e ditadura de produtos nos mercados;
  • Campanhas publicitárias e marketing com manipulação subliminar;
  • Fortes emissores de gazes prejudiciais ao efeito estufa e aquecimento global;
  • Alimentos com baixíssimo valor nutritivo, não transparência na
  • composição dos produtos;
  • Testes e crueldades com animais em exames laboratoriais;
  • Multinacionais ícones do neoliberalismo;
  • Descaracterização de hábitos alimentares e marketing dirigido a crianças e adolescentes.

A Kraft Foods Inc. é a maior empresa de alimentos dos Estados Unidos da América, e a segunda maior do mundo. Pertence à Philip Morris(fabricante do Malboro)à qual foi vendida em 1988 pelo valor de $ 12,9 bilhões, um recorde na época. No Brasil, a Kraft Foods adquiriu a Lacta no ano de 1996. É responsável pela venda de uma imensa quantidade de alimentos calóricos, ricos em gordura saturada e gordura hidrogenada, tendo iniciado recentemente campanhas contra a obesidade. A Kraft Foods Inc. foi fundada em 1903 e teve lucro de $32.168 bilhões em 2004.

Aqui são alguns produtos da Kraft food produzidos no Brasil:

Bis, Diamante negro, Laka: Chocolates

Club Social e Iracema: Produtos que contem gordura vegetal hidrogenada.

Tang: Sucos artificiais em pó

Royal: Fermento em Pó Químico (monopólio do fermento).

Em pesquisa para descobrir alguma informação a mais no assunto encontrei uma pesquisa, realizada pelo instituto Alana, que a empresa em questão criou uma agressiva estratégia de marketing dirigida eminentemente ao público infantil para a promoção e comercialização dos seus produtos. A estratégia de mercado da empresa inclui desde embalagens repletas de apelos ao público infantil com licenciamentos de personagens do ideário das crianças até a entrega de verdadeiros brinquedos juntamente com seus produtos. Além disso, as informações nutricionais do produto apresenta apenas o cálculo para 1/10 do produto, 25g, apontando que o produto, na sua totalidade, possui quantidade correspondente a 190% dos valores diários recomendados de gorduras saturadas e 130% do valor diário de gorduras totais, além de 50% do valor diário de carboidratos e 70% do valor diário de calorias! Tudo isso, considerando-se uma dieta de 2.000kcal, ou seja, uma dieta para adultos, quando o produto é direcionado para crianças.

→ Considerações – André Sampaio

Então galera, foi isso que eu considerei mais importante na aula. Pra mim essa aula contribuiu muito em meu conhecimento já que sou contra a esse tipo de prática e muitos desses produtos eu consumia e não fazia nem idéia que estava contribuindo com essas empresas. Em seu livro, PEDAGOGIA DA TERRA, Moacir Gadotti diz: “A globalização econômica do capitalismo enfraqueceu os estados nacionais, impondo limites para sua autonomia, subordinando-os à lógica econômica das transnacionais”. […] O neoliberalismo Propõe mais poder para as transnacionais […] Parece que quando o assunto tratado são as transnacionais, a única alternativa para conseguirmos uma mudança é o boicote a essas empresas.


Mémoria 6ª Aula – 15/04/09

maio 20, 2009

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Fundamentos da Ecopedagogia

Começamos a aula com Cecília falando sobre a viagem para o Epicentro Marizá, que será em junho. Energia boa no ar só de se falar naquele lugar, olhos brilhando e interessados.

Para introduzir o assunto da aula Thomas leu um trecho do livro ‘Ecopedagogia e Cidadania Planetária’, onde Gutiereez fala sobre a busca de uma vida harmônica na Terra. Começaram os slides… A concepção da educação foi trazida com pensamentos de Paulo Freire sobre a Pedagogia da Autonomia.

Depois foi discutido:

Se Ecopedagogia é educação ambiental;

Qual o nosso papel em um ecossistema planetário;

Se Ecopedagogia é apenas uma pedagogia a mais;

Se Ecopedagogia está ligada a um projeto utópico;

Sobre o que é ser um cidadão planetário;

Foi feita a leitura de um trecho do livro ‘Coração de estudante’. Depois, vimos os primeiros passos do Movimento Ecopedagogico, Primeiro Encontro Internacional da Carta da Terra na perspectiva da educação, I Fórum Internacional sobre Ecopedagogia. Desses encontros surgiu a ‘Carta da Ecopedagogia’. Vimos os Princípios Ecopedagogicos que como base tem “Faz-se caminho ao caminhar” e daí partimos para vários tipos e sentidos do caminhar.

Entramos na Alfabetização Ecológica com os princípios propostos por Fritjof Capra, lindos princípios! Básicos e extraordinários! Começamos a ver um exemplo vivo e pratico da Ecopedagogia: o CEAV (Centro de Educação Ambiental Vivenciada). Sumaré, São Paulo. Como Criar a escola dos sonhos?! Diálogo, natureza, criatividade e diversão. Vimos depois o exemplo de Bavária na Alemanha, e depois concluímos com escolas pernambucanas com alto potencial para implementação do CEAV.

→ Considerações: Paula Urquiza

Quando penso na estrutura das nossas escolas, publicas ou particulares, aqui ou em qualquer lugar do mundo, vejo a falta de unidade. Provavelmente conseqüência do atomismo (perspectiva das partes) e da mecanização que nos é imposta não importa onde estamos.  Aliadas a falta de conhecimento próprio estas imposições acabam por limitar a essência do ser e causam frustrações que muitas vezes, vistas por uma visão burocrática, não sabemos as causas, apenas sentimos que existe um vazio, uma insatisfação.

Pensando nesta falta de preenchimento constante, realidade que me persegue, fui tentar entender o porquê e cheguei a um lugar que na hora parecia ser improvável, minha escola. Sempre estudei nas melhores daqui, aquelas que tinham uma educação humana e espiritual (não posso negar que adquiri bons princípios), mas mesmo assim esqueciam do ser como unidade, vontade e liberdade integrados a “teia da vida”. As escolas tolhem nossa capacidade de mudança.

É ai que surgi a Ecopedagogia, como caminho do que eu esperava que fosse uma verdadeira formação integralizadora atuante na essência do ser.


Memória 5ª Aula – 01/04/09

maio 19, 2009

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Fórum Social Mundial / Princípios da Ecopedagogia

A aula começou com um breve relaxamento musical, depois houve uma apresentação de slides do Fórum Social Mundial, baseado na palestra de Leonardo Boff, o fórum reuniu cem mil mentes e corações em busca de caminhos para um outro mundo possível. A apresentação abordou temas como a crise mundial, ambiental e social, a desigualdade humana, a falta de respeito com as diferenças, o egoísmo/individualismo, o consumo inconsciente e a indiferença à vida, nos fazendo refletir sobre os problemas e práticas que estão levando ao fim terminal do planeta.

“Ser humano é lutar pela plenitude da vida” (Frei Beto)

“O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença.”

“O atual modelo econômico fracassou contra a própria humanidade e contra o planeta”

*Ver slides do Fórum Social Mundial na sessão Aulas/Slides

Em seguida, teve início à aula sobre Princípios da Ecopedagogia, com a pergunta: O que seria Ecopedagogia, tomando como base o que foi vivido até agora na disciplina?

Segue algumas sugestões citadas pelos educandos dentro do contexto da Ecopedagogia:

– Espiritualidade;

– Tudo em conjunto;

– Revisão da pedagogia;

– Resgate dos povos antigos/grupo/respeito;

– Sensibilização para as gerações futuras;

– Mudança de perspectiva/espiritualidade;

– Mais que metodologia, é mudança do olhar;

– Pedagogia da demanda;

– Pedagogia da integração/interações globais;

– Aprendizado com a natureza;

– Cuidado com vida individual e em grupo;

– Coerência.

Trocando idéias sobre o tema:

A Ecopedogagia busca a quebra do individualismo e influencia a busca de novos horizontes, e a interação com o “Todo”, é um processo de diálogo entre educador e educando e, entre ambos e a realidade. Ela busca o aprendizado em tudo, e o aprender com as nossas próprias experiências, ajudando-nos a melhorar como ser humano a cada dia, buscando até mesmo nas experiências difíceis, algum aprendizado.  Enxerga as coisas e a vida por um lado positivo e reversível, dependendo da postura que nós assumimos diante dos fatos e experiências vividas. Busca a compreensão da realidade e a intervenção na mesma.

Foi discutido que as diferentes disciplinas deveriam focar nos problemas do mundo pensando sempre na demanda global, promovendo inicialmente soluções locais. Devemos olhar mais para dentro de nós mesmos e entender que somos natureza. O indivíduo deve agir com coerência desenvolvendo na prática seu discurso para assim conquistar a confiança dos seus seguidores. Temos que buscar a quebra do comportamento mecânico e burocrático, buscar sentido em tudo que fazemos sair um pouco do sistema, buscar alegria e animo para fazer mudanças.

Devemos lutar pela libertação de sistema educacional “adestrador”, buscar construir nossa própria identidade e interagir mais consigo próprio e com o outro. Descobrir o que nos faz bem, buscando novos horizontes e indo sempre além.

Outro aspecto interessante discutido na aula foi se a educação é ou não imparcial.  Alguns educandos disseram que não existe imparcialidade na educação, ou você se posiciona ou se omite. Diante disto, o que devemos fazer, é filtrar as informações recebidas e trabalhar nosso próprio ponto de vista.

Dinâmica

Figura 1 – muro quebrado com uma paisagem (colina, sol, céu, nuvens e pássaro) atrás/frente do muro.

A educadora pediu para pensar o que a figura representava.

Interpretações: “temos que quebrar o muro para encontrar o que esta do outro lado”, “alguem quebrou o muro para assaltar” , “devemos buscar novos horizontes”, “olhar mais o ambiente natural”, “romper barreiras”, “libertar-se”, entre outras. O muro realmente nos remete a imagem de uma barreira, uma barreira que devemos quebrá-la e ir além: quebrar os paradigmas, buscar mudar nossa realidade.

Figura 2 – duas crianças (ou uma delas podia ser um adulto) indo em direção a um campo cheio de flores com as mãos se encontrando/desencontrando.

Interpretações: “parece que a primeira criança que estava mais próxima ao planeta estava puxando o adulto para as flores”, “parece que o adulto não quer deixar a criança ir brincar com as flores”, “é a descoberta da natureza”, “não deixa a criança livre para enxergar as coisas belas do mundo”. A facilitadora perguntou: – O que os levou a achar que se tratava de um adulto? Disseram que seria porque a figura que parecia ser um adulto não carregava um sorriso no rosto.

Como ponto de reflexão a facilitadora falou que muitas vezes quando estamos em grupo existem pessoas que gostam de falar muito, e ter o hábito de geralmente se pronunciar primeiro, isto acaba conduzindo outras pessoas a terem a mesma opinião que ela. Pois, algumas pessoas poderiam ter pensando que as duas figuras eram de criança, mas, como alguém falou primeiro com tanta “convicção” que se tratava de um adulto, as próximas opiniões foram sendo conduzidas de acordo com a opinião da primeira. Isso mostra também que muitas vezes não temos ousadia suficiente para emitir uma opinião diferente daquela do suposto líder/condutor, com medo de não ser contundente e de não ter argumentos suficientes para sustentar nossa opinião. A facilitadora também falou que antes de lermos ou buscarmos novas informações é importante termos nossa posição/opinião já formada sobre o assunto, evitando que as informações destruam nossa maneira de pensar e a nossa essência.


Memória 4ª Aula – 25/03/09

maio 19, 2009

Centro de Pedagogia Waldorf

Antroposofia e Pedagogia Waldorf

Professora Convidada: Janice (Professora da Escola Waldorf Recife)

Escola Waldorf em Recife: Rua Guimarães Peixoto, 309
Casa Amarela – CEP 52051-200 Recife – PE / Fone: (81) 3441.0703 / Site – www.escolawaldorfrecife.com.br

Bibliografia: Robert Shine – Princípios da Antroposofia

A seqüência de tópicos abaixo é um pouco do que foi visto na aula:

A Pedagogia Waldorf foi introduzida pelo austríaco Rudolf Steiner em 1919, em Stuttgart, Alemanha, inicialmente através de uma escola para os filhos dos operários de uma fábrica de cigarros;

– A pedagogia Waldorf, é uma metodologia de ensino que propõe o desenvolvimento das potencialidades do ser humano, respeitando as individualidades e temperamentos de cada um. Neste sentido pode ser considerada diferenciada em relação à prática da educação dita “oficial”, fundamentada na imposição e acúmulo de informações muitas vezes desconexas com a realidade prática do aluno, o que torna o processo de aprendizagem pouco interessante.

– Para Janice, determinadas potencialidades já estão na criança, fruto de uma espécie de acúmulo de experiências de vidas passadas;

– Assim a Pedagogia Waldorf, busca oferecer os meios necessários para que o indivíduo possa desenvolver seus próprios talentos e capacidades;

– A pedagogia apresentada leva em consideração 3 âmbitos: Espiritual, Físico e Emocional;

– Pedagogia Waldorf, 3 princípios fundamentais:

Educação para a Liberdade

Educação Para o Amor

Educação para a Veracidade

“A pedagogia forma indivíduos livres, preparando-os para todas as situações do mundo, possibilitando que as dificuldades sejam superadas com maior facilidade.

-O fato de não se exigir ou cultivar um pensar abstrato, intelectual, muito cedo é uma das características marcantes da pedagogia Waldorf em relação a outros métodos de ensino. Assim, não é recomendado que as crianças aprendam a ler antes de entrar na 1a. série ou antes do 1º setênio;

– No primeiro setênio a criança esta mais sensível ou “aberta” ao campo etéreo e suas vibrações, ao dizer isto Janice comentou sobre um casal que evitava discutir na frente da criança, segundo ela tal criança percebe as vibrações pelo campo sutil mesmo sem ver necessariamente o conflito entre os pais;

– O Jardim Waldorf é o espaço escolar dedicado ao primeiro setênio da criança, período considerado como extremamente importante para a construção da personalidade, momento em que serão fixadas as bases fundamentais para a formação do indivíduo;

– No jardim Waldorf, as professoras são chamadas de Jardineiras e vestem necessariamente saias, elas representam intencionalmente o arquétipo da mãe;

– As jardineiras cumprimentam cada criança individualmente antes do início das atividades uma forma de dar uma atenção particular a cada criança e também de se obter sutilmente alguma informação trazida pela criança; através do toque sente-se a temperatura, rigidez muscular, a energia da criança.

– No primeiro setênio, as crianças são estimuladas e trabalhar os seus sentidos, sendo a arte um veículo fundamental neste momento ( pintura, escultura, música, atividades culinárias etc.)

– O universo simbólico é constantemente trabalhado a exemplo da mesinha de época, onde são colocados elementos representativos da estação e demais símbolos relacionados ao período do ano;

– Do ponto de vista do professor, há uma atenção individual para cada criança, e uma constante observação do comportamento de cada uma, assim as crianças são observadas, sendo distinguidas em quatro principais tipos de comportamentos: Coléricas, Melancólicas, Fleumáticas ou Sanguíneas;

– A distinção das crianças nos quatro grupos comportamentais permite uma organização dos alunos em sala, onde um sanguíneo é colocado próximo a outro sanguíneo para que este possa experimentar a influência do seu próprio comportamento, um melancólico é colocado em local com maior luminosidade, etc.

– Em algumas ocasiões, onde verifica-se um comportamento especial de algum aluno é feito um estudo de caso particular através das observação fenomenológica deste comportamento;

– Na pedagogia Waldorf não há livros didáticos pré-estabelecidos, a construção do material é feita com a participação dos alunos;

– A avaliação é anual, no boletim consta um verso específico para cada aluno, neste verso estão contidos o resultado da observação do professor em relação ao aluno e nele estão contidas as características que devem ser enfatizadas para facilitar o desenvolvimento do aluno;

– O verso deve ser recitado pela criança todos os dias, durante as férias escolares;

– Com a proposta de formar indivíduos seguros, Janice falou da importância dada na Pedagogia Waldorf sobre a coerência entre o pensamento, o sentimento e a prática;

– A mensalidade da escola é negociável, havendo uma comissão financeira encarregada deste processo, para Janice o saber lidar com o econômico também faz parte da formação do indivíduo e neste sentido procura-se desenvolver uma economia chamada fraterna;

– Na economia fraterna cada um paga de acordo com as suas possibilidades e em determinados casos há isenção da mensalidade.

“Não há, basicamente, em nenhum nível, uma educação que não seja a auto-educação. […] Toda educação é auto-educação e nós, como professores e educadores, somos, em realidade, apenas o ambiente da criança educando-se a si própria. Devemos criar o mais propício ambiente para que a criança eduque-se junto a nós, da maneira como ela precisa educar-se por meio de seu destino interior.”


Memória 3ª aula – 18/03/09

maio 19, 2009

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Dinâmica Inicial

Cada aluno trouxe de casa um pedaço de pano com uma inscrição com palavras e/ou desenhos a respeito do que pode trazer à disciplina de Ecopedagogia neste período. Cada retalho foi costurado aos demais, começando-se a ser construída a bandeira da Ecopedagogia 2009.1.

Thomas ressaltou a importância deste momento, onde os próprios alunos escolhem o que querem que seja abordado na disciplina, visto que os temas foram divididos em 7 temáticas integradas, as quais serão abordadas em cada um dos 7 encontros da cadeira até o final do período.

Tais temáticas foram divididas conjuntamente, resultando em 10 temáticas, das quais 3 serão, posteriormente, encaixada entre as demais.

Eis as 10 temáticas integradas, as quais serão renumeradas, de acordo com a data, posteriormente:

  1. Agenda 21, Carta da Terra, Educação Ambiental
  2. Economia local, Artesanato, Consumo Consciente
  3. Pegada Ecológica, Ecopedagogia Urbana, Reciclagem
  4. Princípios e fundamentos da Ecopedagogia
  5. CNV, DCNV
  6. Saúde Sustentável, OGM’s, Terapias Naturais
  7. Visão Sistêmica, Espiritualidade, Holismo
  8. Antropozofia, Pedagogia Waldorf, Auto-biografia
  9. Evolução da Educação
  10. Bioética

Os valores trazidos pelos alunos, que serão encaixados nestas temáticas, são os seguintes: Reponsabilidade, Indisciplina, Disciplina, Respeito, Respeito às diferenças, Coinscientização, Coletividade, Harmonia, Unidade, Sensibilidade, Permanência das Culturas, Transdisciplinaridade, Realidade sem demagogias, Introspecção, Desapegar, Renovar, TransFORMAR, Quebra de paradigmas, União, Interatividade, Descoberta.

Foi apresentado o programa e as formas de avaliação da disciplina.

Abertura para alunos darem feedback:

Desabafo de Aninha: Pensando em Thomas, como representante dos duendes no conselho de todos os seres, falando para os humanos pararem de estudar a Biologia Nuclear, ela começou a se questionar sobre o que queria fazer de sua carreira (estudar ‘comportamento animal’). Pensou sobre a vaidade que os cientistas estimulam em querendo focar em produção científica, muitas vezes sem uma ativa aplicação para a resolução dos problemas do mundo. Pensou sobre a arrogância do homem em querer controlar tudo e todas as espécies.

Comentário interessante feito por Cecília:

Deveria haver nos currículos uma sessão: “Coisas feitas para melhorar o mundo”.

Muitos alunos quiseram dar uma  força para ela não ficar em crise e acreditar em seu trabalho com animais, pois pode ser sim, uma ótima maneira de ajudar o planeta. Cecília pediu para não desestimularmos ela (Aninha) em sua crise, pois as crises são muito importantes para a evolução.

Abertura para informes: Luciano convida para mutirão em uma escola de Olinda para limpeza e preparação do terreno e solo para plantio de fava e milho, para consumo na época do São João. É um trabalho de Horta Orgânica na perspectiva da Permacultura em 2 escolas de Olinda.

Thomas convida para construção de espiral de ervas no Sítio Ecopedagógico Bicho do Mato no próximo sábado com posterior culinária no forno de barro.

Mariana convida para passeata em Maracaípe a respeito da venda do litoral sul de Pernambuco a grandes grupos econômicos europeus, o que vem trazendo destruição de ecossistemas e causando desigualdade social. O caso de Maracaípe é especial por já constar o aterro de manguezal protegido por lei e obras para despejo de esgoto em tal mangue, além de outros projetos com quase nula responsabilidade sócio-ambiental.


Memória 2ª Aula – 11/03/09

maio 19, 2009

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Foi sugerido pela nossa facilitadora Cécilia que cada um registrasse como foi sua participação no conselho dos seres, os que não participaram também poderiam responder as seguintes perguntas:

1) Qual ser você representou ou gostaria de representar e quais seres ele vem representar?
2) Quais as preocupações específicas que este ser gostaria de compartilhar com o conselho?
3) Que poderes e dons este ser pode presentear aos seres humanos?
4) Qual a sua opinião sincera sobre essa dinâmica? Ela teve alguma importância para você? Comente.

Anderson Brito

  1. Leão, venho representar todos os seres de grande porte que perdem seus lares pela ganância do homem.
  2. Eu, o Leão, sou um rei que não reina, pois nesta selva o homem quer governar esquecendo dos outros seres que estão a sua volta, o homem é egoísta e quer o poder só para si, ele quer o meu poder.
  3. A coragem para lutar sempre e a Sabedoria para que ele possa usar toda sua ciência e entendimento de um modo propício para o bem comum.
  4. Achei uma dinâmica ótima, onde podemos ter uma visão diferente da nossa, seres humanos. Podemos perceber as dores e os sentimentos expressos em cada participante e sua ligação com cada ser, pois a escolha foi totalmente individual para que cada um se sentisse a vontade ou pudesse reagir de acordo com a vontade de seu coração. Ps: Apesar de dar um clima de entrosamento com a dinâmica não gostei da fogueira, pois já gripado estou com problemas respiratórios e acabei ficando com dores na cabeça, talvez pela fumaça.

Mariana Albuquerque

  1. Representei uma fada, vindo representar o sorriso e o senso de justiça das crianças.
  2. A fada veio compartilhar com o conselho o fato de tal sorriso e senso de justiça das crianças desaparecem quando adultas. Veio mostrar que tem algo vivo dentro de nós e que devemos percebê-lo… algo dentro de nós que não sabemos qual a forma, qual o tamanho, qual a cor… mas algo que vive e que continuará vivo mesmo após nossa existência no planeta Terra. A fada veio compartilhar a preocupação do esquecimento do espírito pelos seres humanos.
  3. A magia, para que parem de pensar apenas nas coisas materiais e abram os olhos para a energia! O amor, para que parem de brigar e se olhem, se amem, se abracem e se beijem! A fé, para que percebam que não são os seres mais importantes do planeta, mas que existe algo muito maior que nós que conosco luta pela cura da Terra.
  4. A dinâmica foi linda! O fogo acende algo dentro de nós. Pude perceber como CADA ser é tão importante para Gaia.

Patrícia Vieira Ramos

  1. Gostaria muito de ter participado ativamente da dinâmica apresentada na aula anterior, a Conferência dos Seres, fiz planos e planos que não se concretizaram. Pesquisei fotos e figuras do Tatu Canastra, ser que eu gostaria de ter representado e devido a contratempos vários não pude concretizar, isso me deixou um tanto frustrada, apesar de parecer uma bobagem. E pra completar cheguei atrasada descumprindo o nosso combinado. Resumindo, foi ruim para mim como aluna, os meus contratempos me prejudicaram. Escolhi o tatu por viver em um ecossistema que está à margem, pouco conhecido, sem o mesmo número de pesquisa dispensadas a outros ecossistemas, ele representaria a Caatinga, a bravura dos seres que vive em condições tão adversas e que a cada dia conseguem superar limites. Ele iria representar não apenas sua importância como sua docilidade ao contato humano, um animal rústico que acredita no ser humano quando há um contato. Teria uma infinidade de coisas que eu poderia ter falado, levando a fala ao tatu…o seu ato de sempre está escavando, não apenas para se proteger como para se alimentar, o esconder e ressurgir poderia ser interpretado como a busca incessante por uma mudança que não chega, a mudança da mentalidade dos seres humanos que vivem na região árida, uns depredando para sobreviver e outros depredando para acúmulo de bens e tantas outras coisas.
  2. A destruição do Bioma Caatinga / Falta de investimento em pesquisas e ações de sustentabilidade / O preconceito com os seres vivos que vivem de uma forma não habitual / No caso do tatu, escavando e as vezes se alimentando de material em decomposição, tendo uma aparência “dura” que provoca o afastamento de olhos  acostumados com animais “fofinhos e macios” dentre outros.
  3. A possibilidade de sair de um mundo fechado e expandir a mente e o espírito para o novo, o novo representado pelos desafios diários a que somos postos a prova diariamente / O poder de crer. Ao sair da toca ele crê, ao contato com o ser humano ele confia e deixa-se ficar junto, cria um laço, o que na maioria das vezes é ruim para si mas não há uma descrença. / Poder de proteção, ao se fechar a um ataque ele se guarda e não machuca a quem o tiver molestando.Geralmente respondemos da mesma forma as agressões sofridas o que sempre deixam mágoas em ambos os lados.
  4. Eu gostei muito das dinâmicas apresentadas, foi a primeira vez na universidade que pude ver o conhecimento sendo construído pela coletividade, juntos estávamos fazendo acontecer, sem a necessidade de planejamentos muito elaborados que em sua grande parte são vazios.Eu acredito nesse repasse de conhecimentos que une a liberdade dos pensamentos previamente adquiridos com a inserção do novo de uma forma sutil e agradável. É inegável o choque visto em algumas pessoas e noscomentários que ouvi nos corredores mas isso é fruto de uma educação secular.A primeira pessoa que me mostrou que para ter conhecimento, não é necessário sofrer decorando páginas vazias e que o relacionamento professor/aluno é de trocafoi o Professor Severino, que já foi para outro plano e foi tão “abandonado” pela universidade. Sei que ele tinha seus defeitos, assim como qualquer um, mas ele foi e é ainda nos meus pensamentos, o primeiro que deu passos em busca do novo e eu o admiro por isso. Eu perdi o início da dinâmica mas soube que o nome dele foi citado, não sei se de maneira satírica mas mesmo assim foi bom ver que ele foi lembrado, um dia vou agradecer a lembrança a pessoa que citou.Infelizmente para mim não poderei cursar a cadeira de Ecopedagogia pela falta de vagas, isso é BOM, pois se há tanta procura significa que o novo está chegando junto para tirar a capa de resistência das pessoas, não apenas com o ensino como com a vida cotidiana. Pode ser, não sei, que eu ficasse calada durante as aulas apesar de ser falante, pode ser que eu me aborrecesse com alguma coisa… não sei. Se esse não foi o meu momento com Ecopedagogia porque não era pra ser. Agradeço muito por poder ter a oportunidade de ver duas aulas, peço a senhora que continue fazendo o novo e se as críticas chegarem que te encontres forte para enfrentá-las com a maior arma que existe, a consciência de estar fazendo o melhor. Obrigada Cecília.

Cybelle Montenegro

  1. Representei uma das espécies de tartaruga, dentre as cinco, brasileiras que estão em extinção. Ela representou todos os que estão em risco de desaparecerem do planeta.
  2. O descaso com o plástico jogado ao mar, e em qualquer lugar e o uso abusivo deste. Além, é claro, da matança sem justificativa plausível (usufruto por status: consideram ovos de tartarugas uma iguaria), sem contar com a invasão ao habitat.
  3. O poder da tranquilidade, o poder de usufruir apenas do necessário sem por em risco outros.
  4. Esta dinâmica serviu para que eu pensasse mais nestes seres, além de proporcionar uma idéia de aula onde posso utilizar isto, adaptando-o, se preciso, fazendo com que mais seres também reflitam e se sensibilizem.

Danielle Alencar

  1. Representei uma vaca. Ela representa os seres explorados pelos humanos.
  2. O que estamos derrubando nossas florestas para criar gado, que as vacas leiteiras sofrem muito com a sobre exploração do homem.
  3. Humildade e compaixão.
  4. Gostei muito da dinâmica, sob meu ponto de vista ela conseguiu ajudar-me a sair de uma visão antropocêntrica.

Aluisio Sales Ribeiro

  1. Eu representei o Mar e todos os seus seres.
  2. Gostaria de enfatizar sobre o desrespeito que os seres humanos( ou desumanos) tem com um dos maiores bens que a humanidade pode ter que são os mares e a água, como também a matança das baleias, tartarugas marinhas e tanto outros seres, que o homem mata pelo simples ato de jogar uma lata ou saco plástico na praia e no mar!
  3. O dom da continuidade da vida, da fonte de vida da humanidade…o verdadeiro “sangue do planeta terra“….
  4. Achei uma experiência ÚNICA e mesmo vendo que muitas pessoas não gostariam ou acharam-se surpresos, acho que foi um trabalho muito bom, criativo e que quem sabe no futuro possa agregar na cabeça das pessoas coisas boas e harmonia com o MEIO AMBIENTE E A NATUREZA!!! Realmente se já existia dentro de mim um espírito de harmonia e respeito  com a natureza , depois dessa aula aumentou ainda mais!!!

Bruno Bastos

  1. Representei um musgo em nome de todas as plantas ignoradas pelo homem
  2. O desrespeito do homem para com nossas matas e florestas
  3. A visão, para que o homem enxergue integralmente o que faz ou deixa de fazer
  4. Foi interessante, inusitada e inovadora, se teve alguma importância para mim?
    acho que só saberei com o tempo…

Viviane Emília Barbosa

  1. Represento um rato de laboratório, que vem representar todos os seres que são mantidos vivos em prol do benefício humano e para sustentar as suas futilidades são mantidos para servi de cobaias.
  2. Se o ser humano já não mais se importa com o seu próximo, que valor os outros seres terão para ele? Nenhum.
  3. Passo para os humanos o dom de jamais desistir diante das dificuldades. O poder de lutar para se manter vivo mesmo quando todos querem a nossa morte.
  4. Essa dinâmica foi importante, pois é uma forma de nos aproximar do ambiente natural e fazer o homem se sentir parte do meio ambiente. Fazer com que paremos para refletir e nos colocarmos no lugar desses seres indefesos, que estão ameaçados assim como nós mesmos. Como estou em um curso de licenciatura é uma forma muito interessante para começar a desenvolver qualquer conteúdo com atividades dinâmicas como essa. Integrando o aluno ao conteúdo fica mais interessante e de fato o discente incorpora certos valores para a sua vida.

Diana Nobre

  1. Representei a água-viva, e fui representar os seres marinhos.
  2. Levei um alerta sobre o grande lixão, que vem se tornando cada vez maior, e prejudicando ou até interrompendo a nossa vida, seres marinhos.
  3. A misericórdia, se não aos seres, a si mesmos.
  4. A dinâmica é muito reflexiva, e impõe o peso das responsabilidades sobre nós, já que me tornei um desses seres do conselho e senti. Quando voltei a colocar minha máscara de humano, ainda lembrei dos problemas que os seres trouxeram ao conselho. Como algumas pessoas também devem ter pensado, me perguntei se a maioria dos estudantes do curso de ciências ambientais tem essa preocupação na cabeça, primeiro de mudar nosso estilo de vida e hábitos, para que menos impactos sejam criados e tenham menos prejudicados. A mudança começa de dentro pra fora, e nós que estamos próximos das orientações de como ter um estilo de vida menos prejudicial ao meio, temos que praticar para mostrar que é possível um mundo diferente, mesmo sendo bastante clichê.

Wladson Vasconcelos

  1. Representei o silêncio
  2. O uso indevido do silêncio em momentos onde se deve falar e agir
  3. Respeito aos seus e aos outros seres
  4. Gostei da dinâmica em si, só não gostei da fogueira, pelo fato de passar mal depois devido a fumaça. É legal você conseguir reunir as pessoas pra fazer com que elas tenham (ou venham a descobrir) um sentimento de igualdade com outros seres (deste mundo ou não). Mas o que realmente me incomodou foi a fogueira.

Jorge Ricardo

  1. Eu representei uma planta, sem espécie específica e fui representando as florestas e a biodiversidade que nela existe.
  2. A destruição das matas pelo homem que parece não se dar conta de que é totalmente dependente dos produtores primários para a sua sobrevivência e não perceber que toda a vida se relaciona num ciclo contínuo.
  3. A calma de estar sempre a favor do tempo, sem ter pressa ou ansiedade e a conexão direta com a Terra que elas têm, representando a unidade de Gaia.
  4. Sim, teve muita importância, pois através dela eu percebi que temos que ousar mais e nunca nos conformar com as coisas como estão, pois sempre podem melhorar e que a única maneira de mudar o mundo em que vivemos é começar por si mesmo.

Janaína Carla Cadete Teles de Menezes

  1. Árvore. A flora que vem sendo degradada.
  2. As queimadas, desmatamentos que não só nos destrói como desestabiliza o ecossistema e afeta o próprio homem.
  3. Sombra, alimentação, fornecimento de oxigênio, retirada de gás carbônico, poderes medicinas entre outros.
  4. Foi proveitosa, pois ao “incorporar” cada ser percebemos melhor como eles estão sendo agredidos pelo homem.

Danielle Oliveira.

  1. Eu fui o guepardo, representei todos os seres que tem que lutar pela sobrevivência de sua espécie.
  2. Como guepardo, um veloz animal da Savana africana, venho dizer aos homens que o essencial a sobrevivência de qualquer ser vivo, o alimento, para mim é cada dia mais difícil. Graças a vocês homens seja destruindo o meu espaço ou interferindo na dinâmica e equilíbrio das populações, a competição tem aumentado e quando com grande esforço eu tenho sucesso na caçada aparece um outro ser e me rouba a comida e eu já cansado e sem força para lutar pressinto, cada vez mais próximo, o fim.
  3. A vocês homens lhes dou de presente a proximidade da natureza e a percepção que são integrantes dela.
  4. Acho que uma parte da turma ainda não estava preparada para uma vivência como essa, talvez tenha sido cedo. A idéia da dinâmica é ótima, entrarmos em contato mais intimo com os seres, sejam eles reais ou fictícios e de suas percepções dos problemas do mundo nos aproxima do que deveria ser nossa realidade. Ver pessoas representando os que não são ouvidos me fez refletir depois em casa e percebi que é esse o nosso papel, seja representando o social ou o ecológico (para os que os  percebem separadamente). Ao ver pessoas dispostas a fazerem isso me senti mais esperançosa e ao mesmo tempo senti uma inquietude de fazer parte da mudança.

Vera Lucia

  1. Eu representei um gato que representou todos os felinos.
  2. Ele gostaria de compartilhar o temor pelo risco de desaparecimentos de várias espécies pela destruição dos ecossistemas.
  3. Na verdade seria tirar. Gostaria de tirar a ganância dos corações dos homens.
  4. É uma boa idéia, pois nunca tentamos nos colocar “na pele” dos outros seres. Mesmo sendo todos criaturas de Deus, sempre o homem se coloca numa posição de prioridade.

Luanna Reis

  1. Sinceramente ainda não sei que ser eu representaria. Acho que todos. Isso porque vejo que a destruição e falta de consciência da humanidade está sendo prejudicial a todos os seres do planeta.
  2. Na hora que cheguei achava que tava na turma errada. Estranhei muito. Algo bem incomum pra mim. Não caiu a ficha da funcionalidade da dinâmica. Depois que o monitor deu explicações e uma menina de lá me falou um pouco mais sobre as idéias da ecopedagogia foi que tudo começou a fazer mais sentido. A partir daí consegui interpretar a dinâmica e achei muito proveitosa principalmente por fazer as pessoas mudarem de visão, sair um pouco da visão antropocêntrica. Apesar disso ainda estou me adaptando à idéia. Acredito que será muito proveitoso uma vez que já me senti instigada a fazer reflexões e estou bastante curiosa pra entender mais sobre essa vivência.

Fátima Waléria Amaral Dos Anjos

  1. Um vegetal
  2. Efeito estufa e o desmatamento
  3. Poderes – serve para a fabricação de remédios, alimentos e alivia a dor.

Dons – decoração (ornamental), animação de ambientes, demonstração de carinho, afeto amor etc.

  1. A dinâmica foi muito legal, pois ela proporcionou uma reflexão sobre a nossa natureza. Sim, ela foi bastante importante, pois passou para nós uma conscientização de como se encontra a nossa natureza atualmente, quais as conseqüências na nossa sociedade e qual é o nosso papel na sociedade para reverter esse quadro de destruição ambiental.

Natália Machado Belarmino

  1. Representei o elefante, e os animais de peso.
  2. Os humanos estão mal educados e desrespeitando todos, não estão sabendo ouvir nem olhar com olhos de cuidado e amor.
  3. O dom de usar suas grandes orelhas pra ouvir e pequenos olhos para ver longe.
  4. Achei diferente, e intrigante. Foi algo forte e inovador. Uma forma de trazer pra universidade um universo leve e preocupado com o presente e o futuro.

Leandro Santos

  1. Sou o Falcão Peregrino, assim conhecido por conta da jornada anual por longas distâncias que faço em busca do meu ambiente de invernada. Tenho uma visão privilegiada da terra. E pelas minhas idas e vindas ao redor do mundo, conheço bem este planeta. Estou no final do meu ciclo de vida e nas poucas décadas em que vivi, vi muitas coisas acontecerem. Venho representar as aves migratórias e todas as espécies que estão ou, como a minha, já estiveram à beira da extinção.
  2. Vi o mundo se transformando assustadoramente a cada ano, principalmente pela ação devastadora do homem. Sou considerado o mais rápido de todos os seres, mas me assusto com a velocidade com a qual esse estranho ser destrói e transforma o meio ao seu redor. O homem é um ser incompreensível nas suas atitudes. Modifica e transtorna a natureza e a vida. Seus grandes ambientes transformados, suas tocas e ninhos esquisitos, que surgem em meio a destruição que eles causam, trazem doenças e morte para todos os seres, inclusive para sua própria espécie. Agem por condicionamento e não por instinto. Com uma visão extremamente imediatista, parecem nunca pensar no futuro. Como se fossem seres irracionais, loucos sem destino, fazendo coisas sem sentido. É uma espécie complexa e contraditória. Parecem estar sempre correndo como desesperados, como se fugissem de um predador ou buscassem sua caça, ou sempre lutando, mais por sua natureza hostil do que por competição ou defesa. São intolerantes uns com os outros, com aqueles que são diferentes da maioria. E matam; todo e qualquer ser, até os da própria espécie e mesmo quando não têm fome. Como o passar do tempo seu poder de dominação da natureza e sua ação destrutiva vão aumentando. Tenho medo do que eles ainda serão capazes de fazer. Afinal, os homens parecem não querer compartilhar o mesmo espaço com os outros seres. Querem nos banir daqui, e transformar este lugar, que pertence a todos os seres, em um ambiente estranho e só seu. Como se pudessem viver sozinhos em qualquer lugar que fosse. Então essa é preocupação que venho compartilhar com todos os membros do conselho – O que o homem ainda conseguirá fazer com o nosso planeta?
  3. E como falcão presenteio os homens com uma visão ampla das coisas. Para que consigam enxergar bem a terra e o que estão fazendo a ela, e pra que consigam visualisar o futuro que estão deixando para os nossos descendentes.