Memória 5ª Aula – 01/04/09

aula_memorial_05

Fórum Social Mundial / Princípios da Ecopedagogia

A aula começou com um breve relaxamento musical, depois houve uma apresentação de slides do Fórum Social Mundial, baseado na palestra de Leonardo Boff, o fórum reuniu cem mil mentes e corações em busca de caminhos para um outro mundo possível. A apresentação abordou temas como a crise mundial, ambiental e social, a desigualdade humana, a falta de respeito com as diferenças, o egoísmo/individualismo, o consumo inconsciente e a indiferença à vida, nos fazendo refletir sobre os problemas e práticas que estão levando ao fim terminal do planeta.

“Ser humano é lutar pela plenitude da vida” (Frei Beto)

“O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença.”

“O atual modelo econômico fracassou contra a própria humanidade e contra o planeta”

*Ver slides do Fórum Social Mundial na sessão Aulas/Slides

Em seguida, teve início à aula sobre Princípios da Ecopedagogia, com a pergunta: O que seria Ecopedagogia, tomando como base o que foi vivido até agora na disciplina?

Segue algumas sugestões citadas pelos educandos dentro do contexto da Ecopedagogia:

– Espiritualidade;

– Tudo em conjunto;

– Revisão da pedagogia;

– Resgate dos povos antigos/grupo/respeito;

– Sensibilização para as gerações futuras;

– Mudança de perspectiva/espiritualidade;

– Mais que metodologia, é mudança do olhar;

– Pedagogia da demanda;

– Pedagogia da integração/interações globais;

– Aprendizado com a natureza;

– Cuidado com vida individual e em grupo;

– Coerência.

Trocando idéias sobre o tema:

A Ecopedogagia busca a quebra do individualismo e influencia a busca de novos horizontes, e a interação com o “Todo”, é um processo de diálogo entre educador e educando e, entre ambos e a realidade. Ela busca o aprendizado em tudo, e o aprender com as nossas próprias experiências, ajudando-nos a melhorar como ser humano a cada dia, buscando até mesmo nas experiências difíceis, algum aprendizado.  Enxerga as coisas e a vida por um lado positivo e reversível, dependendo da postura que nós assumimos diante dos fatos e experiências vividas. Busca a compreensão da realidade e a intervenção na mesma.

Foi discutido que as diferentes disciplinas deveriam focar nos problemas do mundo pensando sempre na demanda global, promovendo inicialmente soluções locais. Devemos olhar mais para dentro de nós mesmos e entender que somos natureza. O indivíduo deve agir com coerência desenvolvendo na prática seu discurso para assim conquistar a confiança dos seus seguidores. Temos que buscar a quebra do comportamento mecânico e burocrático, buscar sentido em tudo que fazemos sair um pouco do sistema, buscar alegria e animo para fazer mudanças.

Devemos lutar pela libertação de sistema educacional “adestrador”, buscar construir nossa própria identidade e interagir mais consigo próprio e com o outro. Descobrir o que nos faz bem, buscando novos horizontes e indo sempre além.

Outro aspecto interessante discutido na aula foi se a educação é ou não imparcial.  Alguns educandos disseram que não existe imparcialidade na educação, ou você se posiciona ou se omite. Diante disto, o que devemos fazer, é filtrar as informações recebidas e trabalhar nosso próprio ponto de vista.

Dinâmica

Figura 1 – muro quebrado com uma paisagem (colina, sol, céu, nuvens e pássaro) atrás/frente do muro.

A educadora pediu para pensar o que a figura representava.

Interpretações: “temos que quebrar o muro para encontrar o que esta do outro lado”, “alguem quebrou o muro para assaltar” , “devemos buscar novos horizontes”, “olhar mais o ambiente natural”, “romper barreiras”, “libertar-se”, entre outras. O muro realmente nos remete a imagem de uma barreira, uma barreira que devemos quebrá-la e ir além: quebrar os paradigmas, buscar mudar nossa realidade.

Figura 2 – duas crianças (ou uma delas podia ser um adulto) indo em direção a um campo cheio de flores com as mãos se encontrando/desencontrando.

Interpretações: “parece que a primeira criança que estava mais próxima ao planeta estava puxando o adulto para as flores”, “parece que o adulto não quer deixar a criança ir brincar com as flores”, “é a descoberta da natureza”, “não deixa a criança livre para enxergar as coisas belas do mundo”. A facilitadora perguntou: – O que os levou a achar que se tratava de um adulto? Disseram que seria porque a figura que parecia ser um adulto não carregava um sorriso no rosto.

Como ponto de reflexão a facilitadora falou que muitas vezes quando estamos em grupo existem pessoas que gostam de falar muito, e ter o hábito de geralmente se pronunciar primeiro, isto acaba conduzindo outras pessoas a terem a mesma opinião que ela. Pois, algumas pessoas poderiam ter pensando que as duas figuras eram de criança, mas, como alguém falou primeiro com tanta “convicção” que se tratava de um adulto, as próximas opiniões foram sendo conduzidas de acordo com a opinião da primeira. Isso mostra também que muitas vezes não temos ousadia suficiente para emitir uma opinião diferente daquela do suposto líder/condutor, com medo de não ser contundente e de não ter argumentos suficientes para sustentar nossa opinião. A facilitadora também falou que antes de lermos ou buscarmos novas informações é importante termos nossa posição/opinião já formada sobre o assunto, evitando que as informações destruam nossa maneira de pensar e a nossa essência.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: