Memória 8ª Aula – 29/04/09

Resolução de Conflitos Através da Comunicação Não Violenta (CNV)

Professor Convidado: Marcelo Pelizolli (Professor de Filosofia – UFPE)

A aula aconteceu num ambiente externo à sala de aula, o professor iniciou abordando a origem e definição da palavra conversa. Neste instante ele sugere outras definições que foram citadas pela turma, e prosseguiu dizendo que, o que estávamos fazendo naquele momento exatamente era isso, estávamos ensaiando um diálogo, que seria o fator principal na resolução de conflitos. Durante a aula foram propostas algumas perguntas à turma, para complementar o diálogo e as repostas dadas pelos alunos deram seqüência ao tema.

1-      O que vocês entendem sobre o tema conflito?

O conflito não é necessariamente uma briga, surge da diversidade, da diferença, e é importante que ele exista desde que seja bem conduzido. É importante se pensar em dois elementos que permeiam um conflito a fala e a emoção, o que foi falado e a forma ao expressar aquele ponto de vista.

2-      Qual a parte mais difícil de conviver com os conflitos e como lidar com essas diferenças?

Um passo importante pra se conviver com as diferenças é estar disposto ao diálogo, disposto a entender e respeitar o outro, a forma de pensar do outro, sua opinião e pontos de vista.

3-      Em geral as pessoas têm pontos de vista comuns ou incomuns? Ou ainda é possível conviver com pessoas com pontos de vista totalmente diferente dos nossos?

O mais comum na nossa sociedade é as pessoas se unirem, se agruparem ou estabelecerem relações, as mais diversas, por terem mais pontos de vistas comuns que incomuns, porem isso não impede o contrário.

“No entanto conviver exige uma construção e reconstrução do indivíduo, mesmo que isso aconteça contra suas verdades. Para isto é necessário um sentimento nesta relação.”

4-      Se não houver pontos em comum ainda assim é possível se relacionar?

As repostas divergiram entre sim e não, mas chegou-se a conclusão de que é preciso a utilização de algumas virtudes, como a tolerância, o respeito e o entendimento.

Surge também a empatia, que significa na origem da palavra sentir profundamente, apaixonar-se.

5-      Quando um conflito pode ser produtivo?

Foi proposto um exercício de rememoração de um conflito para que pudéssemos analisar a forma e o que foi falado além das emoções que aquele conflito gerou em cada um. Muitos alunos relataram sentimentos como: raiva, decepção, tristeza, rejeição, mágoa, ressentimento, desânimo, crítica negativa, ironia, ofensa, indiferença entre outros.

Quando se tem amor ou ódio por alguém então você permanece ligado a esta pessoa. Se ama está preso por um sentimento nobre, se tem raiva está preso por um sentimento destrutivo. Quando você de fato perde o vínculo com uma pessoa não sente nem amor nem raiva. O motivo pelo qual sentimos raiva de alguém está ligado ao medo, ameaça ou agressão.

6-      Como resolver um conflito através da comunicação não violenta (CNV)?

Os pilares do diálogo estão no modo de ouvir, de negociar e de conduzir o diálogo. Em primeiro lugar é preciso ouvir o outro com total atenção, com a mente desarmada e estando de fato interessado pelo que o outro fala.

Segundo lugar, é importante perguntar e demonstrar um real interesse em escutar a resposta, explorar o lado positivo da fala sem usar refutações e aclarar os fatos por meio de perguntas.

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