Modelo econômico deve proteger a Amazônia, diz governador

Eduardo Braga

07/05/09 – da Agência Brasil, em Manaus

O governador do Amazonas, Eduardo Braga, afirmou que a preservação das áreas de floresta na Amazônia está diretamente relacionada ao histórico da política econômica de cada um dos territórios que compõem a região.

A partir disso, ele observou que a pobreza das populações locais e a falta de opção para o desenvolvimento também são vetores de destruição ambiental. Para o governador, a economia do Amazonas, embasada na produção industrial, foi fundamental para garantir a preservação das áreas verdes no estado.

“A base da política econômica que levou à ocupação do Pará foi a mineração, a agricultura e a pecuária. Já no caso do Amazonas, foi a Zona Franca de Manaus. Mesmo sem perceber, o Pólo Industrial de Manaus foi um dos maiores projetos ambientais que o país criou. Claro que o projeto não foi pensado por causa do ambiente, mas ele fez a diferença entre o desmatamento no Amazonas e no Pará, por exemplo. A economia é, portanto, um dos fatores fundamentais para preservação”, declarou.

Eduardo Braga participou, em Manaus, do 1º Seminário de Direito Ambiental, que teve início na última segunda-feira (4) e termina nesta sexta-feira (7). O evento, promovido pela Advocacia-Geral da União (AGU) e Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), conta com a participação de quase 150 profissionais da área jurídica, como juízes federais e estaduais, promotores de justiça, procuradores, entre outros.

“O desenvolvimento regional, conduzido de forma correta, pode ser um freio regulador da devastação ambiental porque a principal e primeira razão que move o ser humano é a sobrevivência”, afirmou o governador.

No Amazonas há aproximadamente 4 milhões de habitantes em um território de 1,5 milhão de quilômetros quadrados. O estado tem 98% de cobertura florestal tropical intacta, sendo que 52% dessas áreas preservadas são unidades de conservação estadual e federal e 27%, terras indígenas.

“Temos que fazer com o Estado brasileiro seja uma ferramenta de desenvolvimento sustentável. Se temos de construir uma hidrelétrica, temos que descobrir qual o menor impacto ambiental, sem esquecer do ser humano que vive nessas áreas. Se isso não for feito antecipadamente, depois que a obra estiver feita ninguém vai se lembrar desses povos”, disse.


→ Consideraçoes: Breno Martins Rêgo

O Governador acerta ao dizer que o desenvolvimento regional, conduzido de forma correta, pode ser um regulador da devastação ambiental, mas esquece que estamos muito aquém desta realidade, algumas coisas que o Eduardo Braga fala soam demagogas e incondizentes com os fatos.

O desenvolvimento industrial não trará preservação ambiental, isso é fato e é facil de ser visto. Pórem quando se assume o compromisso do “desenvolvimento sustentável” do ponto de vista social, humano, ambiental e ecônomico damos um salto ao que eu chamaria de “forma ideal de conduzir o desenvolvimento”.

A única maneira de constatar se o discurso do Braga será de fato a realidade é ficar de olhos abertos a suas ações e de alguma forma cobrar esta preservação com mais ênfase.

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